Planejamento sucessório em 2026: por que agir agora é urgente
“Sempre adiamos porque parecia coisa do futuro.”
Foi com essa frase que Pedro, 61 anos, descreveu para um especialista do IGP o motivo pelo qual ele e a esposa Marta, 58 anos, nunca tinham parado para organizar o que aconteceria com o patrimônio deles.
Dois imóveis em Goiânia. Uma pequena empresa de distribuição. Vinte e três anos de construção conjunta. E nenhum documento, nenhuma instrução, nenhum planejamento formal sobre o que aconteceria com tudo isso se um dos dois faltasse.
Em 2026, quando pediram uma estimativa de quanto custaria transferir esse patrimônio para os filhos, o número que receberam foi um choque: o imposto estimado sobre a herança deles tinha saltado de aproximadamente R$ 60 mil — estimativa de dois anos atrás — para cerca de R$ 110 mil com as novas alíquotas.
O futuro tinha chegado. E veio com uma conta maior do que esperavam.
O que é planejamento sucessório (em linguagem direta)
Planejamento sucessório em 2026 é o processo de organizar, enquanto você ainda está vivo e com saúde, como seus bens vão passar para quem você quer — com o menor custo possível e sem conflito.
Não é assunto de rico. Não é coisa para quem tem muita idade. E não é algo que só um advogado entende.
É uma decisão prática: você escolhe agora as regras do jogo, em vez de deixar o Estado e o sistema judicial decidirem por você depois.
Por que 2026 mudou o cálculo para muitas famílias
Dois fatores combinados tornaram o planejamento sucessório mais urgente do que nunca:
O ITCMD ficou progressivo e mais alto
ITCMD — Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação — é o imposto estadual sobre herança e doação. Vários estados brasileiros, seguindo as orientações da EC 132/2023 e da LC 227/2026, passaram a cobrar alíquotas progressivas. Em vez de uma alíquota fixa de 4%, agora o imposto pode chegar a 8% dependendo do valor do patrimônio transmitido.
Para famílias com patrimônio entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões, isso pode representar o dobro do imposto que pagariam dois ou três anos atrás.
A EC 132/2023 mudou as regras das holdings
Quem tinha uma holding familiar esperando grandes benefícios fiscais precisou revisar as contas. A reforma tributária alterou a tributação de dividendos, revisou a base de cálculo do ITCMD sobre cotas e aumentou a fiscalização sobre imóveis cedidos informalmente a familiares.
O efeito combinado: quem não planejou nada paga mais. Quem planejou errado também pode estar pagando mais do que deveria.
O que acontece com o patrimônio de quem morre sem planejamento
Muita gente acredita que o processo de herança é simples: a família se reúne, divide os bens e pronto. Na prática, não é assim.
Quando não há planejamento, o patrimônio vai para o inventário — um processo formal que pode ser feito em cartório (quando há acordo) ou na justiça (quando há conflito).
Os números do inventário sem planejamento:
- Duração: de 12 a 36 meses no inventário judicial
- ITCMD: alíquota máxima progressiva do estado — sem planejamento, não há como reduzir a base de cálculo
- Honorários de advogado: de 6% a 20% do valor total do patrimônio
- Custas cartoriais e judiciais: variam por estado
- Custo emocional: conflitos familiares que podem durar anos depois do processo
Para o patrimônio de Pedro e Marta — dois imóveis e uma empresa — a conta sem planejamento poderia consumir entre R$ 110 mil e R$ 200 mil, dependendo da alíquota final e dos honorários, além de meses de processo.
Quer saber quanto custaria o inventário do seu patrimônio hoje? Fale com um especialista IGP e faça a estimativa antes de decidir.
Os 5 instrumentos do planejamento sucessório
Existem cinco ferramentas principais que um bom planejamento pode combinar. Cada uma resolve um problema específico.
1. Testamento
O testamento permite direcionar até 50% do patrimônio — chamado de parte disponível — para quem você quiser: filhos, cônjuge, netos, amigos, entidades. Os outros 50% (a legítima) são obrigatoriamente divididos entre os herdeiros necessários por lei.
O testamento não elimina o inventário, mas o simplifica enormemente. E pode incluir instruções precisas que evitam disputas.
2. Doação com reserva de usufruto
Você transfere o bem para o filho ou filha agora, mas mantém o direito de usar e receber os frutos (como aluguel) enquanto viver. Quando você falecer, o bem já está no nome do herdeiro — sem inventário, sem imposto adicional.
Vantagem extra: o ITCMD é calculado apenas sobre a nua-propriedade (o valor do bem sem o usufruto), reduzindo a base de cálculo em 40% a 50%.
3. Holding familiar
Uma empresa que fica com a propriedade dos bens. A transferência para herdeiros se dá por meio das cotas da empresa — sem inventário judicial, seguindo as regras do contrato social. Funciona melhor para patrimônios maiores com múltiplos bens e herdeiros.
Para entender quando a holding ainda faz sentido em 2026: Holding familiar: o que é e como funciona
4. Seguro de vida
O único instrumento que não paga ITCMD. Os beneficiários indicados recebem o valor diretamente da seguradora, sem inventário, em média de 7 a 15 dias após o pedido. Não integra o monte hereditário (o conjunto de bens que vai para inventário).
É especialmente útil para garantir liquidez imediata para a família — pagar as contas do inventário sem precisar vender um imóvel às pressas.
5. Doações fracionadas
Fazer doações menores em anos diferentes pode reduzir a alíquota progressiva total, já que cada doação é tributada de forma independente em alguns estados — caindo em faixas mais baixas da tabela do ITCMD.
O caso de Pedro e Marta: o que eles decidiram fazer
Depois de receber a estimativa de R$ 110 mil em imposto sem planejamento, Pedro e Marta se sentaram com um especialista do IGP e analisaram o patrimônio deles de forma estruturada.
O diagnóstico identificou três situações de risco:
- A empresa deles não tinha nenhuma cláusula sucessória — se Pedro falecesse, Marta e os filhos entrariam na empresa sem saber como tocá-la
- O imóvel onde moravam estava apenas no nome de Pedro — seria necessário inventário mesmo se Marta fosse a única herdeira
- Não havia seguro de vida para garantir liquidez no período do inventário
O plano que construíram juntos com o especialista:
- Testamento de Pedro direcionando a parte disponível para Marta, com orientações sobre a empresa
- Doação do segundo imóvel para os filhos com reserva de usufruto para os dois — ITCMD calculado sobre a nua-propriedade
- Atualização do contrato social da empresa com cláusula de sucessão clara
- Seguro de vida para ambos, com beneficiários cruzados
Custo estimado do planejamento: menos de R$ 8 mil entre honorários, registro em cartório e abertura do seguro. Economia estimada: entre R$ 50 mil e R$ 70 mil em imposto e honorários de inventário.
Quanto mais você espera, mais caro fica
Há dois motivos para não adiar o planejamento sucessório:
Primeiro: as alíquotas de ITCMD têm subido e a tendência não indica recuo. O que custa 6% hoje pode custar 8% amanhã. A doação ou transferência feita agora usa as regras atuais.
Segundo: imprevistos acontecem. Doença grave, acidente, situações que reduzem a capacidade de tomar decisões — tudo isso pode impedir um planejamento que poderia ter sido feito com tranquilidade.
A morte não avisa. O planejamento precisa ser feito enquanto há tempo.
Para entender como o testamento pode ser uma peça central nesse planejamento: Testamento: quando vale a pena e como funciona
Por onde começar?
Se você chegou até aqui, já está mais informado do que a maioria das pessoas. O próximo passo é prático:
- Liste seu patrimônio — imóveis, investimentos, empresa, veículos, valor aproximado de cada item
- Liste seus herdeiros e seus desejos — quem você quer beneficiar? Há alguém que precisa de proteção especial?
- Fale com um especialista — não para fechar nenhum contrato, mas para entender qual é o custo do inventário hoje versus o custo de planejar agora
Perguntas frequentes sobre planejamento sucessório em 2026
O que é planejamento sucessório?
É o conjunto de decisões e medidas legais tomadas em vida para organizar como o seu patrimônio será transferido para seus herdeiros. Inclui ferramentas como testamento, doação com usufruto, holding familiar e seguro de vida. O objetivo é reduzir custos, evitar conflitos e agilizar o processo após a morte.
O que acontece com o patrimônio de quem morre sem planejamento?
O patrimônio vai para o inventário — processo que pode levar de 12 a 36 meses. Os custos incluem ITCMD na alíquota máxima progressiva, honorários de advogado (6% a 20% do patrimônio) e custas cartoriais. Além disso, o processo pode gerar conflitos familiares.
Quais são os 5 instrumentos do planejamento sucessório?
Testamento, doação com usufruto, holding familiar, seguro de vida e doações fracionadas. Cada um resolve um problema específico e eles podem ser combinados conforme o perfil do patrimônio e da família.
Por que o ITCMD ficou mais alto em 2026?
Com a LC 227/2026 e as orientações da EC 132/2023, vários estados adotaram alíquotas progressivas, chegando a 8% nos estados que antes cobravam 4% fixos. Para patrimônios maiores, isso pode dobrar o valor do imposto.
Quanto tempo leva para fazer um planejamento sucessório?
Depende da complexidade do patrimônio. Um planejamento básico com testamento pode ser concluído em semanas. Estruturas mais complexas, como holding familiar, podem levar alguns meses. O mais importante é começar.
Pedro e Marta estão mais tranquilos. Você pode estar também.
Eles não eram ricos. Não tinham um patrimônio extraordinário. Tinham o que muitas famílias brasileiras têm: anos de trabalho convertidos em imóveis, uma empresa funcionando e filhos para quem queriam deixar algo bom — não uma briga.
O planejamento que fizeram não eliminou o imposto. Reduziu. Não eliminou o inventário. Simplificou. Mas, principalmente, deu a eles a clareza de que, quando o momento chegar, os filhos vão saber o que fazer.
Se você quer chegar a esse mesmo nível de tranquilidade, fale com um especialista IGP. A primeira conversa é gratuita e sem compromisso.
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